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Um pouco da sua história
A fundação da Aldeia de Santo Antônio do Rio Bonito iniciou-se em 1789 por ordem do Vice-Rei Luiz de Vasconcelos e Souza.
A princípio, Conservatória era um aldeamento dos índios Araris. Mais tarde passou a ser chamada de Conservatório dos Índios e finalmente Conservatória - a "Capital Mundial da Seresta".
Várias novelas de televisão foram gravadas em Conservatória: O Feijão e o Sonho, Escrava Isaura, Sinhá Moça, uma pequena parte de Cambalacho, Salomé e A Viagem.
A primeira iluminação pública de Conservatória foi a querosene em 1885. Essa iluminação perdurou até 1918, quando chegou a iluminação elétrica.
A construção das casas obedece ao padrão tradicional arquitetônico do século XIX. Nenhuma casa pode ser construída ou demolida sem a autorização da Prefeitura.
A Ponte dos Arcos - um dos pontos turísticos da cidade - é uma construção feita pelos escravos entre os anos de 1880 a 1883. A ponte é toda elevada em cantaria, óleo de baleia, chumbo fundido, areia, ferro e pedras. O óleo de baleia tinha como finalidade dar liga às pedras, já que naquele tempo não existia o cimento. A ponte foi construída para dar passagem à antiga estrada de ferro, sendo desativada em 1961 no governo Jânio Quadros. Mede 55 metros de comprimento, 12 metros de altura e 4 metros de largura.
Mas é na base da alegria e das serestas que Conservatória é hoje a mais famosa cidade do país, quando se fala em "poesia cantada".
As casas em Conservatória são encontradas pelos carteiros não pelo número, mas por uma plaquinha com o nome de uma música. Quase todas são assim. Então você vai à rua das Flores na casa Chão de Estrelas ou na casa Luar de Paquetá, Saudosa Maloca, Maringá, Iracema, etc.
Se visitada de segunda à quinta-feira, Conservatória não despertará tanto a sua atenção. Ela cochila esperando o entardecer da sexta-feira, fazendo-se confundir com um vilarejo comum, desses tantos que existem perdidos no interior. Porém, quando chega a sexta-feira, as coisas se modificam porque Conservatória recebe centenas de visitantes, de todas as partes do país, que saem dali extasiados com tanta arte, poesia, dedicação e amor. A população local, hospitaleira e tranqüila, passa à condição de minoria absoluta, pois os turistas estão em todos os lugares: nas lojas, nas calçadas, na igreja... enquanto os mais aventureiros partem para caminhadas, escaladas, banhos de cachoeira. |